domingo, 28 de julho de 2013

Bar Xiringuito Albufeira, um bar diferente...

Depois de muitas pesquisas e de muitas conversa lá aproveitei uma ida ao Algarve para visitar o famoso Bar Xiringuito nas praias resguardadas de Albufeira! Não se pode dizer que a curiosidade era pouca porque eu estava em Lagos, portanto fiz mesmo os mais de 36 km para ir ao bar.

Albufeira sempre foi um centro inglês quase de excelência, eu lembro-me de há 5 anos atrás ir lá e não encontrar às vezes o menu em português em alguns cafés e parece que pouco mudou, porque quando cheguei ao bar tive mesmo de falar Inglês para conseguir pedir as minhas duas cervejas.

Chegar a Albufeira quando se está no Algarve é relativamente fácil mas se formos pela Via do Infante - que é mais rápida e segura - temos de passar pelas portagens electronicas que são muitas e muito caras. Só para se ter uma ideia só a ida custou-me à volta de 3,60€ em classe 1. A alternativa é ir pela nacional 125. É altamente aconselhável ter-se muito cuidado na estrada mas em termos de transito propriamente dito a viagem faz-se bem em 45 minutos máximo.

Chegar ao bar é uma aventura! O bar está literalmente numa das falesias da praia da Galé em Albufeira e eu devo ter ido pelo pior caminho que há para lá chegar à noite... pelas rochas! sim, trekking do bom à 1 da matina sem lanterna (mas com lua cheia) é um daqueles momentos! Deixei o carro ao pé do restaurante e a partir daí eu não descobri mais nenhum caminho. Pelo outro lado foi-me dito que era um caminho particular o que fez com que eu voltasse pelo mesmo caminho mas o que é um facto é que as poucas pessoas que apareceram no bar vieram pelo tal caminho interdito ao comum humano.

coordenadas para o bar 37.079396,-8.314082. O bar é onde está a seta...podem ver o caminho!


Mesmo antes de me meter nas rochas passei pelo primeiro bar que imita as tão famosas velas tipicas do Xiringuito e pelos vistos os bars da zona esforçam-se para manter aquele espirito.

Quando cheguei lá nem sabia muito bem se tinha chegado ou não, tive literalmente de perguntar aos empregados que estavam sentados ao balcão e bebiam cerveja como nós. Fiquei de tal forma surpreendida que nem pedi o mojito que há uns anos atrás era tão publicitado, fiquei-me pela cerveja.

O barman era um rapaz indiano que tinha uma casa/mercearia em Lisboa mas estava ali no verão a ajudar o amigo, o atual dono do bar que não é o mesmo de há 2 anos atrás. Foi-nos dito que o dia forte do bar era a segunda e não o sábado e mais ao final da tarde do que à noite! Ok, isso explica...

Nos nossos arredores encontramos camas, sofás, sanitas, máquinas de escrever e molduras, tudo num espirito meio militar de camuflado. Apesar de me apetecer explorar os arredores daquele sitio caricato o ambiente do bar era descontraído, conversador e amigável portanto ficámos ali à conversa. Aos poucos ia chegando uma e outra pessoa que, timidamente, se sentavam nos locais originais dispostos com os pés na areia mas viamos que de uma forma ou de outra eram amigos de alguém.

O bar num dia de sol!
detalhe bar noite



Ao final de uma hora lá decidimos que, dada a estranhesa o melhor era voltar (até porque o regresso não permitia muito alcool no sangue!) e foi então que descobrimos que os preços ali eram puxados... 2,5€ por uma imperial num dia no minimo estranho...

All together eu pessoalmente estava à espera de algo diferentes. Talvez tenha tido azar com o dia porque o que é um facto é que ao ver o facebook deles, com as velinhas na areia que tanto atraem e até mesmo a comida, com opção vegetariana, parecem-me de ótimo aspecto. Acredito mesmo que seja um bar sunset em vez de um bar de noite. Apesar de achar que é de facto caro e de muito dificil acesso...

No entanto as pessoas são simpáticas e acessiveis, o local muito original e bom para um ou 2 dedos de conversa.

Conselho do ano: vai de ténis e que não tenhas tonturas...

domingo, 14 de julho de 2013

Alive to be in Optimus Alive! Como anda o festival

Pois é... já o ditado popular o diz... o que é bom acaba depressa e o Optimus Alive já vai para o seu ultimo dia...

Estes dias de festival têm sido uma emoção com muitas bandas muito boas a passarem por todos os palcos!

Bem comecemos pelo inicio que é mesmo chegar ao local! Como puderam ler no meu ultimo post as possibilidades são inumeras de facto mas eu escolhi ir de carro (que raio de pessoa sou eu...) e a verdade é que foi muito mais fácil do que o ano passado. Em ambos os dias foi relativamente fácil estacionar apesar de não se estar a 100% na legalidade, mas todos fazem o mesmo portanto tranquilo!

Chegar ao local é muito simples, basta passar por baixo do viaduto (onde até podes comer uns noodles quentinhos) e básicamente seguir a multidão!

Passada a policia e segurança e a famosa entrada musical do Alive chegas ao recinto principal


A famosa entrada do Optimus Alive
 
Depois de uma semana de calor, como temperaturas a rondar os 40º é pouco frustante estar a viver o primeiro festival de Varão com ceu nublado e temperaturas dignas de levar um casaquinho para a noite! Mas verdade seja dita, quando os concertos começam a as pessoas se juntam no calor humano dos concertos penso que ainda bem que não estamos no mega calor... ou as coisas não correriam tão bem de certeza! No entanto, soube de fonte segura, quem ficou chateado com isto foi mesmo a Heineken que planeava vender muito mais cerveja!

O primeiro dia, já se esperava foi o mais fraquinho em termos de gente.

Deu bem para ver todas as barraquinhas e espreitar algumas!

A Fnac, Boundi, RTP e a EDP, perto do palco principal, dão tshirs, sendo que a da EDP consegue-se indo para uma sala com amigo onde podes mandar tinta para ao teu pessoal para "colorires" a tshirt e tu mesmo! A RTP tem de pular nama cama elástica e fazer um Hi5 numa mãozinha que por ali anda! O resto já se sabe, mantiveram o tradicional sistema do "atira" para aí! Tens comida na zona lateral do placo principal onde encontras um Go Natural (urra!!) mas não tens área para te sentares.

Podes também esperar que te levantem aos ceús e veres Oeiras de cima!

Para comeres sentado tens de ir mesmo para a outra área do festival, entre os dois palcos secundários, onde encontras muitas banquinhas de comida. Aqui podes também abrir a marmita e ficar confortávelemte sentado a comer! Se continuares até ao final do palco Heineken tens mais bancas e mais zona sentada e tens também as banquinhas promocionais do Alegro Alfragide, onde podes tatuar um A, uma multiopticas, uma nova loja de roupa, uma banca da L'oreal e dos CTT. No final tens um simulador da Fundação Champalimeau que vale a pena espreitar.

 
Vai uma tattoo Alegro?


Nota negativa para a passagem entre o palco principal e os outros palcos que é estreitissima e apenas possivel por uma unica zona, que é também a zona para a saída e o acesso para as casas de banho! Quando acabam os concertos principais é o caos completo!

As casas de banho têm 2 acessos de entrada e um de saída o que torna o fluxo entre as pessoas muito mais fácil. Tens muitas casas de banho, eu apanhei sempre papel higiénico e em bom estado. Fiquei alegremente surpreendida. Nem tive de esperar muito!

Quanto a música até agora gostei mais do dia 12 (surprise) com ponto alto para Dead Combo e Vampire Weekend no palco heineken (onde aliás passei grande parte do meu 1º dia!) com um estilo e uma presença muito boa onda que animaram o pessoal e contribuiram para uma noite muito bem passada e sem excesso de gente!

Dead Combo... muito desfocados
Green Day surpreenderam pela animação, pela boa disposição, pelas canções que percorreram toda uma carreira. Chamaram pessoas ao palco, puseram todos a cantar! Um concerto muito boa onda MESMO! Com uma duração de 2 horas e um encore não programado foi para mim a revelação do festival: até agora a minha eleição de concerto, no doubt!

Dia 13 cheguei cedinho com comidinha, água (yeap, sem stress a entrar) e um bocado de moleza. O brinde do dia (sim, há brindes do dia) foi um lenço optimus que dava para colocar no chão a fazer de toalinha para dormitar! Cheguei estava a dar Orquestrada com um sonzinho tipico do faduncho, alegre e bem disposto com um membro da banda que passou dos suburbios franceses para os tugas! Seguidos da 2ª revelação do festival... os Jurassic 5 - banda conhecida pela banda sonora de sei lá quanto jogos, puseram tudo a dançar! Boa onda, boa musica, muito simpáticos, muita alegria. Nota 5!

Vamos lá dançar a ouvir Jurassic 5!
O principio da noite trouxe Editors, que eu tinha imensa curiosidade, gostei mas não me deixou maluca, apesar da legião de fãs que a banda já parece ter em Portugal! Mas eu gosto de bandas que interagem com o público, que tornam a música algo mais! Se é só para ouvir... compro o album.

O que foi na minha opinião o que aconteceu com Depeche Mode. Eu amo aquela banda, mas o concerto que fizeram no final do interregno de 10 anos sem Depeche Mode em Portugal, no Pavilhão Atlantico, foi, para mim muito superior. Talvez porque eu goste mais do periodo 85-95 ou talvez porque num festival tu tens uma variedade de pessoas que podem ser ou não fãs da banda. Tudo junto achei o concerto um bocado aborrecido, onde eu não vi nada e com um som que deixava a desejar... A interacção com o publico foi algo custosa o que tendia a frustar a banda. Alíás no encore nem houve assim um chamamento de maior...



Home dos Depeche Mode


Depois passei para o palco heineken onde estava a passar the legendary tigerman (com quem eu embirro portanto fui dar uma voltinha) à espera de Icona pop que descobri que tinha cancelado...



Dia 14 é hoje com Kings of Leon como cabeça de cartaz e eu estou espectante! :)

Fica por saber como está a ser o teu Optimus Alive!!!
 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Está a começar o Optimus Alive!

Eu sou uma grande fã de festivais de Verão!

É assim uma daquelas coisas que me tira o sono tal é a ansiedade de estar perto dos palcos, de ouvir boas músicas, de estar calmamente em alegre cavaqueira com o grupo que nos acompanha sempre, com as pessoas que encontras, com a animação do recinto!

E está a começar um dos festivais que, na minha opinião tem um dos melhores cartazes do Verão - o Optimus Alive 2013!

Comecemos pelo preço dos bilhetes que não é simpático... 105€ para os passes de 3 dias e 53€ para os bilhetes de um dia. Para quem quer ver se poupa uns dinheiros pode sempre tentar a sua sorte no OLX (www.olx.pt) mas os passes estão a rondar os 90€...

Desde a sua primeira edição, em 2007, que decorre no Passeio Maritimo de Algés e tem vindo a somar clientes fieis desde a primeira edição graças aos cabeças de cartaz imponentes e saindo muito pouco do estilo rock que sempre o caracterizou.

Mas este ano o recinto tem ainda mais novidades! Primeiro, e para mim o mais importante, juntou-se com o Centro Comercial Alegro Alfragide! Se tens passe de 3 dias tens prioridade em deixar o carro no parque do centro comercial, tens autocarro direto para o recinto até às 4 da manhã e podes trocar o bilhete pela pulseira junto ao balcão de informações evitando a confusão normal do recinto.

Ainda tens um Jumbo onde podes comprar alguma comida (sandochas e batatas fritas) em vez de pagares uma pequena fortuna no recinto!

Podes ver todas as condições especiais (e participar no concurso do centro comercial) quer no Facebook do centro comercial, quer no site oficial

Já sabes que não podes de forma alguma levar água fechada para o recinto, o que já me comprou uma guerra com a organização porque não dão qualquer hipotese às pessoas com problemas de saude, como diabéticos, de aceder livremente a água - o que eu acho que é um verdadeiro atentado ao bem-estar de cada  mas tendo em conta que ninguém me responde aos e-mails aparentemente é um problema meu...

Se os diabeticos e celiacos podem morrer as futuras mamãs têm tratamento especial no festival, o que é sem sombra de dúvidas uma ótima iniciativa: porta exclusiva de entrada, transporte até à zona exclusiva "my mums rock", serviço de tickets para a zona de restauração, massagens e enfermeira! Tudo para tornar a experiencia festivaleira o mais confortável possivel. Todos os detalhes podem ser vistos aqui

Para quem não é de Lisboa o festival vende um acrescimo de bilhete com o lisboa camping, o único parque de campismo de 4 estrelas em Portugal! Apesar do parque de campismo ser ótimo é dos poucos festivais que cobra 16€ pelo campismo, tendo os festivaleiros de usar as duas pulseiras, uma para o festival outro para o acesso ao campismo. O acesso é apenas às tendas apesar do parque de campismo ter bungalows para quem procurar um pouco mais de conforto a um preço um pouco mais alto. Durante o festival a ligação entre os dois recintos está garantida até às 5 da manhã!

No que diz respeito aos transportes públicos, para quem vem de fora pode ver os preços especiais dos expresso ALA que tem acordo com o otimus alive e parte de todo o país.

Já dentro de Lisboa os acessos são mais do que muitos mas talvez o mais viável é mesmo pela CP que tem horários e preços especiais para o recinto! O cool train custa cerca de 10€, integrado no bilhete do festival e tendo de ser comprado na ticketline, na linha de cascais e lisboa. Quem vier do Porto tem o preço especial de 22€ ida e volta! Vê todos os detalhes aqui!

E para o final fica, claro... o mais importante! O cartaz... aqui

A partir de amanhã já terei as minhas experiências especiais no recinto e vamos ver! :)


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Aves de rapina no Castelo de São Jorge!

Procuras um programa original para hoje à noite em Lisboa?

Proponho-te que vás ver aves de rapina no Castelo de são Jorge!

Sim, ouviste bem, todas as primeiras 6ª feiras de cada mês, por 10€, podes assistir a um espetaculo de aves de rapina acompanhada por um biólogo que te mostra um pouco mais de como estas aves vivem!

E numa noite quente destas parece-me ser um daqueles programinhas que abrem o apetite para um fim-de-semana de sol que vai chegar aos 40º! Pegas no metro, sais no Rossio, sobes aquelas ruelas mágicas dos bairros de Lisboa e pode ser o inicio de uma daquelas noites que fica na memória e é um bom desbloqueador de conversa!

No final o preço são mesmo os 10€ de entrada + 1,40 do metro! Lembra-te apenas que tens de te inscrever por e-mail (info@castelodesaojorge.pt) ou telefone (218 800 620) previamente.

Sabe tudo no Evento no Castelo de S.Jorge

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Já GOSTASTE das Viagens a 300 hoje?



https://www.facebook.com/#!/Viagensa300

O Blog Viagens a 300 já tem Facebook! Objetivo: partilhar programas baratinhos de norte a sul de Portugal e no estrangeiro! Só podem gastar... 300€! Vamos ver como corre!

Se gostas deste blog, mostra-o sem vergonhas! :)

Junta-te a nós!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

este fim de semana vou-me atirar de páraquedas!

Read this in English: http://low-costportugal.blogspot.pt/2013/07/parachute-jumping-at-evora.html

Mimo de fim de semana
 


Custo total do mimo (se for sozinha de carro): 250,6€

Mood: Aventura em grupo!

Custo gasóleo (ida e volta para 268km): 21€

Portagem (ida e volta): 17,60€

Comida: comprar no hiper e comer pelo caminho. Gastámos cerca de 7 euros por pessoa

Preço do salto: 115€ (3.000 metros)

Preço foto e/ou filme: 60€ (1 serviço), 90€ (2 serviços)
 

Este fim de semana decidi cuidar (ou não) de mim e fui a Évora saltar de páraquedas! Eu sei que hoje em dia muitos são os aventureiros que já passaram por esta experiência mas para mim foi um first!
 

Primeiro chegar a Évora! A primeria parte da tarefa é fácil e não demora muito tempo, em menos de 2 horas chegamos vindos de Lisboa, mesmo indo pelas estradas nacionais. Na ida decidi ir pela autoestrada até montemor-o-novo e seguir pela estrada nacional. Ainda parei no hipermercado para comprar o pequeno almoço e esticar as pernas!
 

Chegámos à cidade por volta do meio dia e ainda deu tempo para beber uma coca-cola no famoso café Arcada, conhecido pelas suas queijadas. O café é um pouco caro - por 1cola e 1 sumo de laranja pagámos uns 7 euros... O café Arcada tem igualmente uma Cervejaria Lusitania dentro para quem queira comer um bifinho antes de voar. Apenas um aviso....as casas de banho metem muito medo.
 

Como tínhamos de estar no recinto do salto por volta das 14 horas ainda demos uma voltinha pequena pela vila passando pela rua das lojas que vão dar ao largo principal, pela igreja e pelo templo de Diana.
 

Évora é sempre mágica mas o objetivo não era esse e por volta das 13:30 metemo-nos a caminho do aérodromo que fica a cerca de 10 minutos do centro. Pra quem é muito azelha como eu aconselho sempre o uso do GPS mas o trajecto está razoavelmente bem sinalizado.
 

Ao chegar há um parque de estacionamento literalmente ao pé da porta. Depois basta dirigimo-nos à tenda skydive.

Eu escolhi esta empresa porque acho que é onde toda a gente faz o salto e os reviews sao muito bons!

A primeira coisa que nos acontece quando chegamos é tentarem-nos vender o salto dos 4.000 metros visto que custa apenas mais 40 euros que o de 3.000 metros e o tempo em queda livre é maior.

No site e no e-mail de confirmação enviado dizem que as fotos e video só são possiveis nos saltos de 4.000m mas eles filmam todos os saltos portanto não comprem o salto só por isto.Nós mantivemo-nos nos 3.000m e honestamente foi a melhor coisa que fiz!
 

Feito a inscrição temos a espera... e a espera é terrível por MUITAS razões... Primeiro porque estamos numa tenda que está protegida unicamente por uma rede. Às 15H da tarde de uma tarde de Julho o calor é absolutamente abrasador! Ainda bem que ele dão águas!

Segundo porque cada voo leva 8 a 10 pessoas e engane-se quem acha que aquilo vai estar vazio. Nós não almoçámos porque achámos que seria má ideia comer antes de pularmos, mas saltamos as 16 horas... podíamos ter comido na boa. Há inclusivamente quem faça a inscrição e vá dar uma volta...



A preparar-me para o salto!


Finalmente vemos as pessoas a voltar dos seus saltos, ainda a tremer e há mesmo quem nem consiga pular.

Razão extra para as leitoras deste blog, por cada mulher que pula... pulam 5 homens! Chegamos lá e só vemos familias cheias de apoio ao seu homem saltante, mas mulheres a pular... nada! Há voos quem não levam nem uma representante!



Finalmente lá nos chamam e explicam-nos como é que o salto se vai processar: estamos literalmente grudados a uma pessoa que nos vai atirar de um avião. Deixam bem claro que mesmo que não façamos absolutamente nada do que eles nos explicam (e que repetem várias vezes) nada nos vai pôr em perigo! O que pelo menos nos deixam mais descansados...
 

Toda a gente é mesmo muito simpátia apesar das 50.000 fotos que nos tiram porque querem mesmo que compres o serviço... e começas a perceber que vais mesmo saltar de um avião.


Como é que se respira mesmo??

 
Admito que até pular mesmo eu achei que não ia ser capaz, mas lá entrei no avião a tremer, lá senti aquile micro avião levantar voo e lá vi a porta abrir-se. Esse foi o único momento em que pensei AI MEU DEUS, porque 3.000 metros SÃO 3.000 metro e isso é alto! Salta a pimeira pessoa, depois a segunda e de repente sou eu e nem tive tempo pra pensar em nada porque o homem mando-se logo! Eu ainda pensava que o impulso final era meu... tretas! Quando dei por mim já estava fora do avião a pensar unicamente numa coisa... como é que se respira?? Nem se pensa em mais nada, é só ar a entrar e nada a sair!
Essa parte foi difícil; como é que se respira ali em cima? Não faço ideia, não descobri! E ao final de 20 segundos lá abre o páraquedas! Que sensação brutal! Automaticamente desatas-te a rir! Sim estás vivo, a curtir a cena, a voar, a ver Évora, a guiar o páraquedas e a curtir estares sentadinho no teu place! a partir daqui está tudo bem. Depois é mesmo só aterrar, que para quem é caninas como eu é literalmente apenas levantar as pernas e já está. 2 minutos que pareceram 30!


No final fiquei muito feliz por não ter subido mais... 4.000 metros é mais 15 seguntos em queda livre e isso é muito para quem não entendeu como se respira lá em cima! 



Quando o páraquedas abre, tudo é melhor...

 

Chegada a terra foi altura de ver o filme e fotos. Um serviço custa 60€ e os 2 custam 90€. Eu comprei os 2 mas o facto é que as fotos são tiradas do filme, portanto para quem se quer dar ao trabalho pode muito bem escolher as melhores frames do filme! Apesar de não ser obrigatório não dá para ver o filme e não comprar nada... portanto se não quiserem mesmo gastar esse dinheiro vão-se logo embora!



Como eu nao planeio repetir a experiência, por muito que tenha gostado, comprei logo tudo.

Uma vez na vida não faz mal.
 

Compras feitas gastei uma pipa mas foi um momento inesquecivel!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

MEO OUTJAZZ | vai um final de tarde relaxado?

Custo total (4 pax): entre 3€ a 17€

Dias: tarde de Domingo

Mood: Um dia em familia, com miudos e amigos e uma tarde de música!

Custo Diesel (ida e volta) vindo de:

- Centro de Lisboa (marquês de Pombal): 2,78€
- Cascais: 7,54€ (dos quais 1,35€ em portagens)
- Sintra: 5,22€

Custo parque de estacionamento: 0€

Custo Autocarro (ida e volta): 3,60

Custo entrada: 0€

Custo comida: levar de casa, mas vou fazer uma média de 3€ pessoa !


Se na sexta-feira o programa é ir a um baile itinerante, no Domingo acho que vou rumar para Monsanto relaxar no meu final de dia no MEO OUTJAZZ!

Todos os Domingos até Setembro quem goste de jazz, queira ouvir boa música e finalizar o fim-de-semana a custo zero pode muito bem meter-se ao fresco nos jardins de Monsanto, mais propriamente no auditório Keil do Amaral!

Mas quem quiser aproveitar mesmo bem o Domingo, pode começar logo a tarde no Parque da Serafina ou Parque dos Índias esteja ou  não com os míudos (info aqui). Esta área de Monsanto é especialmente dedicada aos mais pequenos com um parque infantil e de diversões enorme onde eles podem dar largas à sua imaginação e fazer novos amiguinhos enquanto os pais apreciam a vista maravilhosa sob a cidade de Lisboa!

Uma das áreas dedicadas aos mais pequenos


O Parque da Serafina também tem Parque de Merendas - o restaurante/café é caro - portanto podemos facilmente levar a marmita de casa e comer à sombra.

Parque merendas Monsanto

Por volta das 17H começa o MEO OUT JAZZ, como referido aqui no Auditório Keil do Amaral. Apesar de todo o parque de Monsanto ter bastantes áreas de estacionamento gratuitos quem for apenas para o MEO OUTJAZZ pode também ir de transportes publicos apanhando as carreiras 723 ou 729. Como sabem o Parque de Monsanto é bastante grande portanto cuidado com os transportes.

Quem aceitou o desafio de passar o Domingo todo em Monsanto aconselho fortemente ir de carro já que a distância entre o Parque da Serafina e o Auditório é grande.

Transportes para o Auditório Keil do Amaral



Chegados ao local da música e Good Vibes também podemos disfrutar de um pequeno mercado que há em associação com o Lx Market onde normalmente se consegue comprar colarzinhos e roupa muito original e engraçada, quase tudo handmade, mas na minha opinião é um pouco caro.

Também se pode comer no auditório portanto se alguém quiser piquenicar ao jantar em vez de ao almoço não vejo porque não (eu já fiz e sabe muito bem até porque está mesmo calor!)



Não se esqueçam de não fazer lixo! Levem sempre um saquinho... não custa nem pesa nada na mala!

O MEO OUTJAZZ também tem programas às sextas-feiras e sábados em diversos locais de Lisboa mas podem sair tudo no site ou no Facebook!

Citando-os: "Uma experiência obrigatória para todos os que fazem de Lisboa uma cidade vibrante, singular e cheia de soul."

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vai um pezinho de dança?

Sexta à tarde, até consegues sair cedo do emprego e... vais para casa! Porque não há assim tanto para fazer antes do jantar e depois perdes muitos tempo, e depois os putos e ainda tens de fazer o jantar...

Os Tugas, diz-me a larga experiência de nacionalidade, escolhem não aproveitar aquele "gap" entre saires do emprego e jantares!

Pois nós aqui nos programas baratinhos temos a solução, porque afinal o nosso objetivo na vida é aproveitar ao máximo as poucas horas livres que temos e sempre com o menor dinheiro possível!

Pois bem, Junho, calor, mês do santos populares! Para quem não sabe os Santos Populares de Lisboa são organizados pela nossa CML desde 1934, nomeadamente as Marchas, os Casamentos de Santo António, os Arraiais e o Fado!

Passados estes anos todos, ao contrário do que muitos pensam, as festas não começam e acabam dia 12 e 13 de junho, pelo contrário, são muitos e diversificados os programas literalmente oferecidos e que podemos aproveitar para nos divertirmos à séria!

E no meio das minhas pesquisas dei com o programa do CEM - Centro em movimento - e dos seus micro bailes andantes! O conceito é muito engraçado - um baile em movimento por Lisboa. Começa numa rua, acaba noutra! Nunca fui a nenhum, muito honesmente mas os comentários são muito positivos (aparentemente isto já se dá vai para 3 anos...).

Deixo-vos o programa e o link mas pelo que percebo todos os bailes são em áreas de dificil (ou caro) estacionamento pelo que o metro (Rossio quase sempre) ou autocarro (existem muitas carreiras que passam pelo Rossio) é mesmo o mais adequado. Depois deve ser levar roupa confortável, água, algum ritmo e boa disposição!

Se alguém for que nos conte como foi!! :D

 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Conhecer Lisboa por menos de 4€!

Eu admito que sou uma amante de Lisboa! Adoro esta cidade, os seus recantos, as pequenas coisas. Claro que tem coisas menos boas, claro que há sempre aqueles becos que ficas a pensar se é boa ideia passar por ali... mas modo geral Lisboa é verdadeiramente mágica!

Melhor, tem muitos séculos de magia! Tanta informação, tanto recantos, tanta história que já passou por esta cidade que é dificil saber por onde começar portanto eu comecei por onde devemos... pela Câmara Municipal de Lisboa!

Eu sei que a esta hora alguém por aí está a arregalar os olhos e a pensar "O quê? Depender deste belo Estado Português" mas digo-vos... vale bem a pena!

Já não me lembro muito bem como é que os itinerários de Lisboa chegaram até mim mas chegaram! Por cerca de 3.69€ temos direito a 3 horas passadas em grupo liderado por um perito que nos leva a passear contando a história da cidade na temática escolhida. Há itinerários todas as semanas incluindo ao fim-de-semana.

Como estamos sempre "on the move" o melhor é chegarmos ao local por transporte públicos. O grupo é facil de encontrar, as pessoas muito simpáticas, e ficamos a par de verdadeiras curiosidades da cidade que dão para qualquer bom desbloqueador de conversa! Tipo "Sabias que a cruz que aparece desenhada numa das paredes da Igreja da Sé foi feita por Santo António?" ou "Sabias que uma das amantes do D. João V adotou uma criança de côr e deixou-te tudo em testamento?"

É muito fácil fazer a inscrição, basta enviar um e-mail para itinerarios.tematicos@cm-lisboa.pt e pedir para ser incluindo na mailling list. A partir daí é esperar pelos e-mails e fazer a inscrição pelo mesmo meio. Depois é só pagar e enviar o comprovativo!

Juntar uma manhã de exercicio, com História e um programa diferente a um preço verdadeiramente de saldo! Vou fazer um itinerário já no dia 06 de Julho e logo vos conto como foi!

Até lá deixo aqui os contactos para verem o programa deste mês:

http://itematicoslisboa.blogspot.pt/



 

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Viagens a 300 - uma pausa em Mochique!

Agosto pode ser sinónimo de Algarve... mas o Algarve também pode ser calmamente apreciado na época baixa, com a vantagem de isso também significar mais dinheiro ao fim do mês... e o objectivo deste blog é mesmo esse. Viajar a um custo baixinho.

Pois bem desta feita sugerimos um programa não a custo de saldo mas bom para aproveitar o fim-de-semana prolongado de Outubro que se aproxima a passos velozes (felizmente!!). Em família, com o namorado ou com um ou dois amigos sugerimos a Villa Termal de Monchique, um paraíso natural do Sul do País!

Dias: 3 dias.

Custo total aproximado por pessoa : 270 € (viagem com portagens, alojamento, tratamentos e comida)

Mood da viagem: Romântico ou para descanso absoluto

Quando ir: Época baixa é mais barato!

Custo da viagem: Portagens: 37 € Ida e volta + Gasolina:60 euros ida e volta
Gasolina: 60 Eur Ida e volta
Km: 578

Comida: O custo médio das refeições é barato, entre os 7 a 9 euros por pessoa.

Alojamento: A estância termal de Monchique conta com 5 hotéis, todos partilham o mesmo preço e a reserva é feita no site www.monchiquetermas.com. Há preços especiais para as reservas online!O preço para 2 pessoas/quarto com pequeno almoço incluído é de 285 euros

Os hotéis em que podemos ficar

As Caldas de Monchique contam com uma longa história que, aparentemente remonta ao tempo dos romanos, sendo que o nosso rei D. João II costumava de ir lá revitalizar corpo e alma.

É importante fazer a distinção entre esta estância e a Vila de Monchique a alguns quilómetros. Aqui uma pessoa tem 2 atracções essenciais: as termas e tratamentos de SPA e os caminhos pedonais pela floresta.

Toda a área é rodeada pela floresta que cresceu à volta das fontes naturais da água de Monchique. A beleza natural deste pequeno pedaço de céu e indescritível e existem vários caminhos pedonais (fáceis de realizar e com mapas disponíveis no site) que nos revitalizam a alma por completo! Para quem quer viver esse contacto com a natureza existe ainda um parque de merendas abrigado entre as árvores.


Um dos caminhos pedonais

Uma capela pelo caminho


A fonte dos amores - que bonito!


Mais uma fonte

Uma das fontes mesmo ao pé do Parque de merendas

As fontes que aproveitam as nascentes naturais estão por todo o lado e pode-se facilmente refrescar aqui. Toda a estancia conta com inumeros cafés e restaurantes, não muito caros, com grandes esplanadas (e muito bichinho) onde se pode descansar.


Uma simpática esplanada

Uma pessoa sente-se mesmo pequenina neste pedaço natural de Portugal!

Mas a Vila termal, como o nome indica, serve essencialmente para uma pessoa cuidar do seu bem estar... de corpo e mente! Admito que para termas medicinais não sei como se processam os tratamentos mas estão à disposição dos visitante diversos tratamentos de SPA que são mais baratos cerca de 25% para os hospedes do hotel e devem ser marcados com alguma antecedência. Aconselha-se o circuito termal (15 euros para hospedes) e o duche de jacto (18 euros para hospedes). Os tratamentos podem chegar aos 62 euros para hospedes e 100 para não hospedes mas tendo em conta que o proposito desta pausa é ver e descansar durante 2 dias, colocámos apenas 1 dia para tratamentos.

Para quem está disposto a gastar um pouco mais pode sempre optar por um dos vários programas de bem estar disponiveis para reserva desde 2 noites até 7. Todos estes programas incluem um programa muito completo de SPA, alojamento e meia pensão.

Para uma pausa bem aproveitada e relaxante!

Toda a informção está bem explicada no site acima citado www.monchiquetermas.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sagres, à porta do Oceano

Estávamos nós refastelados de férias em Lagos quando nos ocorreu que seria uma boa ideia irmos fazer uma visitinha à vila de Sagres, aquela onde o nosso amigo D. Henrique 'O navegador' se lembrou de construir um grande forte onde a maior atracção é mesmo a Rosa dos Ventos.

Sagres em si tem apenas 3 pontos de interesse dignos do nome: a dita fortaleza de D. Henrique, O Cabo de São Vicente e as praias que circundam aquela área.

Começámos pela fortaleza! Apesar de estarmos no pico de Agosto estava tanto frio e tanto vento que andava tudo de casaquinho.Sagres é mesmo muito ventosa por aconselha-se o uso do agasalho...sempre!

O forte é bastante grande, se se quer explorar os caminhos pedestres que percorrem todo o recinto e que aconselhamos que seja feito, é preciso contar com pelo menos duas horas para a visita completa. O preço de entrada para adultos é de 3 euros, mas há preços especiais para estudantes, reformado e famílias!

A primeira visão que se tem é realmente a da dita Rosa-dos-Ventos, à esquerda da entrada. Com 43 m de diâmetro deve ter tido a sua utilidade para os marinheiros que, supostamente, se juntaram à escola naval que foi fundada no séc. XV aqui. Eu pessoalmente não percebi a lógica do funcionamento.


A Rosa-dos-Ventos

Como não tinhamos mais por onde seguir, voltámos costas à Rosa e fomos para o lado oposto, onde se iniciava a estrutura do forte muralhado, portanto o que é a frente do forte. A subida, apesar de pequena é ingreme e o piso muito escorregadio mas vale a pena o esforço para apreciar a fantástica vista sobre a cidade e Oceano. Mesmo assim, corremos o sério risco de quase levantarmos voo! O vento era tanto que quanto mais subíamos pior.

Foi dali de cima qe percebemos que todo o recinto deveria ser enorme mas havia um caminho de pedra que parecia percorre-lo todo. Pés à obra e lá fomos nós! Primeira paragem foi na simpática e pequena Capela de Nossa Senhora da Graça. Muito pequena, tem um altar magnifico e é ultima residência de nomes importantes da nossa história marítima, que ali se encontram enterrados. Quando saímos da Igreja, olhando para o horizonte que se estende nas suas traseiras, a primeira imagem que temos é do Cabo de São Vicente... todo o forte tem, aliás, uma vista magnifica.


A Capela da Nossa Senhora da Graça



Penso que foi aqui que começámos a percorrer oficialmente o forte. Por todo caminho deparámos-nos com pequenas e simpáticas particularidades: como o farol, os canhões virados para o oceano, as furnas, os pássaros que sobrevoam a área e sempre, sempre uma vista maravilhosa que nos envolve! Foi ali, que séculos antes outros portugueses se entregaram ao Atlântico e descobriram o mundo como hoje o conhecemos e é impossivel não notar todo o aspecto prático do forte, com todas as zonas mais criticas estratégicamente protegidas. A volta ao forte dá-se em 1 horita, sempre com muitas placas explicativas com apontamentos históricos interessantes! Demos a nossa volta completa com muito boa disposição e alegria! Foram umas horitas bem passadas!





Furnas - ainda hoje activas



O nosso longo caminho

No final ainda houve tempo para dar um pulo à loja de souvenirs, que estava em saldos. Para os amantes da história marítima Portuguesa encontram-se aqui muitas publicações, algumas raras, sobre o tema; assim como tshirts e peças de bijuteria temáticas! Tudo gira à volta de um tema - o mar - mas vale a pena gastar lá algum tempo.

Todo o recinto está em óptimo estado e actualmente em obras de reabilitação.

Vale os 3 euros com certeza!

Saímos com 45 euros de publicações Oceano debaixo do braço (visto que o meu pai é desses ditos entusiastas da História marítima Portuguesa) e tentámos não levantar voo até ao carro que estava a alguns metros de distância! Felizmente por ali não é complicado estacionar!

Próxima paragem... Cabo de São Vicente.

A viagem até ao Cabo é muito curta e está bem assinalada, mas o Cabo é mesmo só isso, um farol gigantesco, ainda hoje considerado o mais potente da Europa, com um alcance de 95 quilometros. No entanto a área está fechada e a única coisa que anima ali o sitio são algumas barracas de comida e roupa. As barracas de comida não são grande coisa e infelizmente comprei uns tremoços que já estavam velhos e foram todos para o lixo. O meu conselho é não comprar nada ali. Portanto nem 5 minutos nos demorámos. Só vale mesmo pelo saudosismo de épocas passadas e pelas lendas que ditam que foi ali que São Vicente caiu ao mar, no séc IV...

O Cabo de S. Vicente visto do forte

A esta hora a fome já apertava um bocadinho e fomos estrada fora à procura de um sítio para comer. Em termos de comida, Sagres é um pouco fraquinha, tenho a dizer. Encontrámos apenas um bar à beira da praia do Beliche que nos serviu uns hamburgers bastante bons - o waza bar, mas ouvimos relatos que este bar foi um rasgo de sorte, porque normalmente não se come muito bem, os restaurantes não servem fora de horas (leia-se a partir das 2:30) e as pessoas não são particularmente simpáticas. Bem sei que o Algarve em Agosto desgasta qualquer um mas querem melhor altura para fazer bom dinheiro??

Seja como for o Waza bar era muito agradável e o empregado bastante simpático. Um cheese burger e um panache reforçaram-me as energias para descer a escadaria gigatesca de acesso à praia do Beliche.


Praia do Beliche nha vista do Forte

Escavada no meio de uma encosta encontra-se a pequena mas amigável praia do Beliche! Muito abrigada e resistente às ventanias de Sagres é também uma praia lindíssima apesar da escadaria interminável de acesso . Não vi nenhum salva vidas mas vi um barzinho todo em madeira mesmo por cima da praia que me pareceu boa onda. Curioso o facto de constatarmos que o final da praia era destinado ao nudismo.

A canseira por volta das 19 horas já apertava mas ainda decidimos explorar o centro da vila que é bastante pequeno. Umas ruas com algum comércio, o Porto no final de uma rotunda 'and that's it!'

De volta a Lagos, cansados mas felizes!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Bar 'Bombshelter'



Se o que se quer é um bar calminho, com boa música, para pôr a conversa em dia,este é o bar!
Situado na Rua de Santo António à Estrela (em frente à Charcutaria Imperial de Campo de Ourique, nº 106 da dita rua), o bar Bomb shelter facilmente se confunde com qualquer porta da rua. É preciso ir com alguma atenção para não e errar! Quando entramos deparamos-nos com um balcão, uma decoração muito britânica e umas escadas em caracol que dão acesso às mesinhas do primeiro andar! É aí, ao pé das janelas, com pequenos abat-jours de panos que observamos as paredes totalmente recheadas de todo o tipo de mensagens possíveis e imaginárias! Se quiser dizer que se ama o vizinho, que se detesta a sogra, que se tem uma simpatia especial pelo Benfica…em suma assumir a nossa liberdade de expressão é só pegar numa caneta e escrever o que nos vai na alma num cantinho livre ( a parte mais complicada) de uma das quaisquer paredes do bar. Com atenção reparamos que isto é prática comum pelo menos desde 1996…
Não há uma grande variedade de bebidas (apenas as famosas essenciais como cerveja e vodka laranja) mas todas são servidas com aperitivos de milhos tostado (mhnammmmmmmmmmmmmmmm), o eterno rock dos anos 90 (a decibéis decentes) e muito boa disposição pelo dono , aparentemente única pessoa que trabalha ali. Se a fome apertar também se servem boas tostas mistas!


Para acabar o dia com os amigos não há, de facto, melhor!

Passeio pelo Bairro da Madragoa


Foi no ultimo sábado de Julho que acordei cedinho para ir conhecer o Bairro da Madragoa, numa tentativa viva de contrariar aquela tendência tipica de todos os habitantes de qualquer cidade deste mundo – não se conhece a cidade onde se nasceu...
Mas comigo isso não funciona e, aceitando o convite de uma amiga peguei em mim e fui rumo a Santos às 10 da matina, mais propriamente para o Museu das Comunicações! Desafio: conhecer o Bairro da Madragoa.
Pois é! A Madragoa não é só um dos bairros que aparece nas animadas marchas de Lisboa, pela Avenida da Liberdade na noite dos Santos Populares. Na realidade é dos mais antigos e carismáticos Bairros Alfacinhas que muitos de nós conhecemos da noite e dos fantásticos restaurantes que percorrem aquelas ruas.
Na realidade é um bairro nascido à beira da antiga praia de Santos, que hoje é, nada mais nada menos que o Largo Vitorino Damásio (onde está o famoso quiosque/café com uma magnifica esplanada) e que foi crescendo à volta dos conventos e palacetes que foram construídos ali. Desde da lenda dos mártires, que deu origem à ordem que fundou a Igreja de Santo Contestável o Velho, passando pelo antigo palacio dos Duques de Aveiro, actualmente a embaixada de França, pelo famoso Teatro a Barraca e pelo (muito bom) restaurante ‘O Tachadas’, Museu da Marioneta que engloba as ultimas casas sociais de um complexo antes muito mexido e animado. Quase parece que se entra num cantinho de história, muito nosso, muito lisboeta!

Pátio do Museu da Marioneta

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Mas engane-se quem pensa que este passeio é apenas um grupo a percorrer calmamente esta área da cidade. Todo o percurso é acompanhado por uma guia, no meu caso uma senhora que trabalhava no Museu da Água e que adorava... fontes! e por pessoas do Bairro. O meu grupo tinha um animado Rei D. Manuel, que trabalhava na Junta de Freguesia e que vivia todo o percurso muito avidamente, uma participante nas marchas populares da Madragoa, que ficou em segundo lugar este ano, e 3 senhoras que tinham passado 50 anos da sua vida a vender cautelas e fruta pelos bairros de Alfama e Madragoa com os seus pregões!

A nossa eloquente guia..

Marchas populares!!!

A visita é mesmo isso! É viver a Madragoa, é passear pelas ruas, é conhecer um dos últimos lavodouros Municipais públicos, falar com as pessoas! Enfim viver a cidade como uma autêntica alfacinha de gema!

Ruas do Bairro da Madragoa

Ruas do Bairro da Madragoa

Mural na Madragoa


Lavadouro Municipal

E no final ainda tivemos direito a uma fatia de pão de ló! O bom descanso dos guerreiros



Porque não começar o fim de semana de uma forma animada e diferente? Basta pegar no telefone e fazer uma marcação pelo 800 215 216. O passeio (e o próprio telefonema são gratuitos!
As próximas visitas são já agora...
• 25 de Julho
• 26 de Setembro
• 24 de Outubro

Partida do Museu das Comunicações
Mais informações e inscrições através do nº verde 800 215 216
http://www.fpc.pt/FPCWeb/displayconteudo.do2;jsessionid=C765A194972360FB101C1BE86883C7A3?numero=21774

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sevilha, cidade maravilha - custo 300 eur (por pessoa)


Se há cidade onde um português se sente estranhamente em casa é Sevilha. Pode ser, obviamente, pelo facto da cidade parecer estar, permanentemente recheada de tugas, em cada esquina, em cada hotel. Pode ser por ficar a apenas 436 km de Lisboa, pode ser o efeito Isla Mágica. Certo, certo é que parece que, ainda estando na Europa, viajámos no tempo e chagámos a uma cidade moçarabe com muito, muito transito. Sevilha é uma cidade fusão seja em história, seja em cultura.

Dias: 4 dias.
Custo aproximado por pessoa : 254.75 €
Mood da viagem: Seja para curtir com os amigos, seja uma pausa romântica Sevilha é um bom destino.
Quando ir: Abril, Maio ou Outubro. Nos meses de Verão a temperatura pode chegar aos 50º...

Custo da viagem: Portagens: 29.50 € Ida e volta (via Lisboa - Badajoz)
Gasolina: 92 Eur Ida e volta
Km: 436

Comida: O custo médio das refeições nos restaurantes tipicos de Sevilha rondam os 15 eur e 25 eur (tapas e afins). Temos que recomendar o restaurante Las escobas onde o menu tapas surpresa custa 8.5 eur ao almoço e o restaurante Azabache mesmo ao pé do Arquivo das Indias.

Alojamento: Sevilha tem diversos Hostals espalhados pela cidade. São uma especie de pousadas da juventude a preços acessiveis. Aqui vai um site com muitos hotels: http://sevilla.costasur.com/pt/hospedaria.html
Pode-se também optar por uma casa de férias: http://www.homelidays.com/

Pessoalmente ficámos no Novotel Sevilha numa promoção de 4 noites a 240 eur o quarto! http://www.novotel.com/

Atracções: Maior parte das atracções de Sevilha não se pagam, no entanto as mais carismáticas têm um custo a rondar os 5 e os 10 eur.

Giralda: 8 eur
Praça de Touros La maestranza: 6 eur - sempre com visita guiada

Vale a pena ir... à Isla Mágica! O preço por dia são 28 eur, com todas as atracções incluidas mas recomendamos a ir depois das 16 h se não tiverem miudos... o preço é metade e dá para ver tudo à vontade e mais à fresca. Levem comida...
Vale a pena fazer... uma viagem de coche. Custam entre 40 a 50 eur a viagem e pode levar até 4 pessoas. Percorre as zonas mais importantes da cidade e a experiência é... algo!

Se isto vos abriu o apetite leiam os restantes posts sobre Sevilha! A nossa viagem foi estupenda!!
Custo total para 2 pessoas: 121.5 € (deslocação) + 200 eur (alojamento) + 28 eur (entradas) + 160 eur (comida) = 509.5 eur

1º dia Sevilha - A primeira impressão...


Apesar dos 436 km que separam Lisboa de Sevilha não há nada de complicado em visitar esta cidade indo de carro. Pessoalmente recomendamos a via Badajoz porque, além de ser ir sempre em autoestrada as portagens são cerca de 10 eur mais baratas do que indo por Faro. A viagem faz-se bem, a estrada é de qualidade até o nosso ponto final!

Chegar a Sevilha é no minimo caricato... Até se estar quase no centro, centro de uma das cidades mais importantes de Espanha a unica coisa que nos ocupa a vista são campos e campo de girassoís, que percorrem a entrada da área citadina e eis que, passada a ponte, se chega ao caos (que é a palavra mais aproximada que agora tenho) do caos de Sevilha... Qualquer regra de bom senso que se tenha atrás de um volante, perde todo o valor em Sevilha onde vermelho, amaralo e verde são, aparentemente, a mesma cor. Mal entrámos no centro a primeira contra ordenação que vimos foi um Toyota azul passar, calmamente 3 traços continuos e ultrapassar um taxi em sentido contrário... Também há que ter em conta que sendo uma cidade plana Sevilha é recheada de vespas e bicicletas pelo que se pede prudencia especial na estrada. Tudo se descomplica (um pouco) quando somos peões... Os sinais são animados e até marcam o tempo que a pessoa tem para passar a rua ou ficar à espera que o verde caia.

Chegádos ao hotel a unica coisa que queriamos era ar condicionado... O nosso hotel – Novotel Sevilha - era excelente e muito bem localizado. Mas a fome e a vontade de conhecer levou-nos novamente para a rua... Foi assim que decidimos pegar no mapa, recém dado no El Corte Inglés, e ir em busca do centro, onde grande parte das atracções mais importantes está concentrada. Pelo caminho vimos o que viria a ser o nosso meio de transporte continuo... as bicicletas publicas de Sevilha. Gastámos no total cerca de 10 eur por 4 dias e chegámos a todo o lado! Mas tudo isso será explicado mais tarde como 'funcemina' num post mais à frente!

Fomos a pé, o que tendo em conta o HORROROSO calor Sevilhano ainda é um esticão. Decidimos explorar o Bairro Judeu, um dos bairros tipicos da cidade com os seus pátios arabes, as sua ruas estreitas e cheio de lojinhas de souvenirs! Todas as lojas têm algo novo portanto aconselha-se que se vá vendo e explorando em vez de se comprar tudo de uma vez só.

Quando lá chegámos a minha companheira de viagens olhou em redor, viu uns coches de passeio e decidiu pôr-me a arranhar espanhol (macarrónico) para descobrir como é que aquilo funcionava.
Explicaram-nos que existiam dois caminhos, sendo o mais comprido de 50 € e durava cerca de 1 hora (se bem me lembro). Os coches fazem todos os caminhos turisticos começando na Giralda e percorrendo desde da Plaza Nueva até à plaza de España e toda a área da exposição mundial de 1929.


E foi assim que tivemos um vislumbre do que estaria para vir e também do à vontade destes senhores em conduzir uma carroça fina de madeira puxada por um cavalo pelo meio do transito sevilhano :P.

Quando o nosso passeio acabou já passava das 21:00, mas nada de preocupante porque os espanhoís jantar por volta das 22:00. Andar à noite pela cidade é seguro, as ruas estão cheias até tarde, incluindo os jardins. Comemos num pequeno restaurante mesmo ao pé da Igreja de Santa Maria da Bianca. Uma paella e uns ovos mexidos, um dos pratos mais populares por aqueles lados... e descobrimos o que haveria de ser a nossa desgraça nos nossos restantes dias... a Sangria.

Já de rastos e muito cansados e algo alegres lá fomos para o hotel porque no dia seguinte seria dia de Isla Mágica!

2º dia em Sevilha - Isla Magica



Custo: 4€ (parque estacionamento) + 28 euros (entrada) + 20 € (comida e bebidas) = 52 €

Não acordámos muito cedo para ir para a Isla Mágica, aliás eram 11:30 quando decidimos que já estávamos cheios, a abarrotar, do pequeno almoço. Ainda roubei uns yogurts e umas sandes para o nossos dia (Quando se é tuga, não há vergonha!).

A Isla Mágica fica no antigo recinto da Expo 92 de Sevilha. É um complexo ainda grande e é um dos mais importantes parques de diversões da Europa. Há que apontar que 90% dos hotéis em Sevilha vendem os bilhetes da Isla ou têm informações relevantes sobre o parque, portanto perguntem na recepção. Há diversões de tudo e para todos os gostos, desde dos pequeno até aos graúdos pelo que é fácil programar um dia mix, para os putos e para os pais. Deve-se ter em atenção a época do ano em que se vai porque os horários mudam! Para as infos sobre tarifas e horários pesquisem em http://www.islamagica.es/home.html
Por exemplo, quando fomos o dia acabava às 22:30 e a tarde começava às 16:00 mas se tivéssemos ido no dia seguinte já seria outro horário. Aconselhamos a não ir num fim de semana onde aquilo está de facto muito cheio e a ver bem os horários.

Fomos de carro e a primeira dificuldade que encontramos foi dar com o Parque. Dentro da cidade não vimos qualquer indicação e o nosso Tom Tom decidiu também fazer greve, levando-nos sempre para ruas de sentido proibido...Existem 2 parques de estacionamento para a ilha mas um deles é para quem tem o passe anual, atenção a isso. O custo é 4 € o dia inteiro.

Agora o ALERTA... os espanhóis não respeitam filas. Se não nos colocarmos estrategicamente eles por e simplesmente passam à frente... isso aconteceu-nos em quase todas as filas incluindo na entrada para o Parque. A entrada dos adultos foram 28 € por bilhete e assim lá se começa um dia bem passado.

A afluência de portugueses é tanta que os mapas da ilha estão disponíveis em Português e são bastante explicativos. Mostram todas as áreas, o que é o que e onde está. Até menciona se a atracção é para miúdos ou não.



Realmente tirando o carrossel do sapo andámos em tudo! Começamos por um elevador gigante que caída a pique, passamos por uns troncos que caiam na água, boias, passeios de barco... TUDO. Nenhuma das atracções é exclusivamente para nos pormos dentro de água mas existem uns repuxos no parque onde o pessoal se pode banhar e refrescar pelo que aconselhamos que se leve fato de banho.

Mas o ponto alto é mesmo a montanha russa. Suspensos numas cadeiras lá fazemos aqueles 2 min a rodar a 360º, a fazer loopings, a cair em velocidades vertiginosas! Muito bom! E o melhor é que podemos repetir... e nós repetimos



Todas as atracções onde não é aconselhável o uso de malas ou mochilas têm umas boxes de madeira para colocar os nossos pertences, portanto nada de preocupações.

Quanto à comida, todas as zonas de restauração parecem estar permanentemente cheias e não há assim tantas e tão variadas quanto isso e claro... são caras, pelo que aconselhamos que se leve comida. As bebidas estão disponíveis em vending machines portanto levem trocos. E não provem o granizado de frutos silvestres... buh....

De resto todo o parque é muito giro apesar de eu achar que tem poucas zonas de sombra. Levem protector solar e chapéu porque o calor dá cabo de uma pessoa. Se por acaso não tiverem crianças e não for fim de semana mais vale irem só da parte da tarde. O parque vê-se perfeitamente em 3 horas (incluindo repetir atracções) e sempre está mais fresquinho. Vale mesmo a pena ir uma vez.

No final do dia regressámos ao hotel e fomos comer ao restaurante Azabache no centro. As especialidades deles são maravilhosas! No entanto se quiserem tapas terão de comer lá dentro! E a Sangria?? 15 estrelas!